Ouriços-do-mar tem veneno!

Para checar se os efeitos de dor e inflamação causadas pelos ouriços-do-mar brasileiros eram somente pela entrada dos espinhos na pele ou se havia liberação de veneno, estudamos o pindá

Ouriços-do-mar tem veneno? Hoje sabemos que a resposta é sim! Já havia descrição de muitas espécies do pacífico que tinham veneno que causava sérios efeitos de inflamação local, dor e necrose, mas se tinha dúvidas a respeito das espécies brasileiras.

E foi assim que decidimos começar a estudar o veneno dos ouriços.


Para começar, precisávamos obter o veneno dos espinhos. Padronizamos uma extração com tampão, que promovia a liberação de substâncias, simulando quando o espinho entrava em contato com a pele. Vimos, por técnicas de análises bioquímicas, que esse extrato possuía uma grande diversidade de compostos.

Injetamos esse extrato em camundongos, e vimos que causou efeitos inflamatórios e dor!



Com técnicas bioquímicas e fisiopatológicas pudemos comprovar que o ouriço-do-mar Echinometra lucunter possui veneno.



Ao vermos que o extrato causava efeitos fisiopatológicos, decidimos isolar a molécula que causava a atividade. Então utilizamos técnicas de cromatografia líquida (HPLC) para o fracionamento. Ao final, chegamos em uma única molécula: C29H48N3O10.





Próximos passos

Além dessa molécula que isolamos, sabemos que existem mais compostos nos espinhos que causam efeitos inflamatórios. O nosso trabalho agora é identificar quais são essas moléculas. Dessa forma, iremos entender melhor qual é o mecanismo do desenvolvimento da inflamação e da dor, para que o tratamento aos acidentados possa ser mais efetivo.



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