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Dia Internacional da Diversidade Biológica - 22 de maio

A conservação da biodiversidade para um melhor ecossistema e oportunidade de obtenção de novas moléculas


Hoje comemoramos o Dia Internacional da Diversidade Biológica. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar a população sobre a importância e necessidade de se conservar e proteger a vida no planeta. A ONU também promove hoje a implementação das medidas no Marco Mundial Kunming-Montreal para a Diversidade Biológica, por cumprir até 2030, com o lema Do Acordo à Ação: Reconstruir a Biodiversidade.


A biodiversidade, ou diversidade biológica, é o conjunto de todos os seres vivos existentes, o que inclui todas as plantas, animais e micro-organismos. É essa diversidade e a interação entre diferentes espécies que torna nosso planeta tão especial (Greenpeace, 2023).


É por meio da flora e da fauna que os ecossistemas regulam processos climáticos, filtram e purificam a água, reciclam nutrientes, mantêm a fertilidade dos solos, e se tornam fontes naturais de recursos, e a diversidade das espécies que garante que esses serviços ambientais sejam realizados em todos os locais (Portal de Educação Ambiental, Governo SP).


O Brasil é um dos países com a maior biodiversidades de flora e fauna do mundo. São mais de 116.000 espécies animais e mais de 46.000 espécies vegetais conhecidas no País, espalhadas pelos seis biomas terrestres e três grandes ecossistemas marinhos (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima).


O Brasil possui uma costa marinha de 3,5 milhões km², que inclui ecossistemas como recifes de corais, dunas, manguezais, lagoas, estuários e pântanos (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima).

Foto: Juliana Mozer Sciani


O ambiente marinho, pela sua riqueza, proporciona uma fonte rica em novos compostos, que podem ser utilizados para o tratamento de diversas doenças, como câncer [ara-C (Citarabina®) e trabectedina (Yondelis®)], infecções virais [ara-A (Vidarabina®)] e dor neuropático [ziconotídeo (Prialt®)].


Nosso grupo de pesquisa tem se dedicado no estudo de animais marinhos, para entender como a defesa química pode contribuir para a sobrevivência do animal, e como essas substâncias podem ser aproveitadas como protótipos para medicamentos.


Assim, identificamos moléculas de animais marinhos que podem atuar no controle da neuroinflamação e melhora das conexões neuronais associada a doenças neurodegenerativas. Além disso, desenvolvemos moléculas capazes de inibir a produção de peptídeos amiloides, causadores da Doença de Alzheimer.




Assim, nesse dia, devemos comemorar e exaltar a nossa biodiversidade, e reforçar a necessidade de preservá-la, sempre!



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